quarta-feira, 13 de maio de 2015


                                                                

CATECISMO 
DO 
MATRIMONIO
por
P. Joseph Hoppenot, S. J.
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Obra aprovada por 48 cardeais, arcebispos e bispos
de França e Bélgica
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--traducção--

Zuzdfte de Mendonça

Capitulo II

Escolha dum companheiro na vida

     Escolha Dum Noivo (¹)






  P. - Mas não será preferivel que a donzella trate do assumpto - religião - depois de celebrado o casamento?
  R. - De modo nenhum. Antes do casamento, a donzella terá as melhores probalidades de vencer, se disser categoricamente ao seu pretendente: "É acceitar, ou nada feito. Só darei a minha mãe e o meu coração a um catholico praticante." Com a graça de Deus esta atitude clara e franca triumphará, á maior parte das vezes, das hesitações dum homem que suppomos crente, honesto e leal. Folgará de provar a essa dónzella, que, elle ama, uma conversação de que ele próprio será o primeiro a beneficiar.
Após o casamento, a pobre menina perdeu todos os seus meios de accção. 
O grande passo está dado, e a cadeia fechada; e a prisioneira infeliz vae viver durante  annos junto do seu senhor, incenssantemente offendida nas suas convicções religiosas, e em perpéctuo conflicto a respeito das questões mais graves que interessam á creação duma familia e á educação dos filho.

  P. - Não obstante, acontece ás vezes que a christã convicta reconduz seu marido as práticas religiosas?
  R. - Sim, ás vezes, sobretudo em vesperas de morte, mais raramente quando em estado de saude. Mas acontece também á jovem piedosa que se casa ( e isto é frequente) na esperança de converter o marido sem religião, chorar a maior parte do tempo as suas illusões desfeitas, succedendo ainda 
muitas vezes se o marido que a perverte a ella.

  P. - Pode esclarecer estas ultimas palavras?
  R. - Confio esse encargo a uma pena autorizada: - A eschola conjugal, escreve Mgr.Gibier, é a mais persuasiva de todas, por ser de todos os dias e de todas as horas. E muito que recear que o homem sem religião enfraqueça pouco a pouco a acabe por extinguir a religião de sua companheira. Começará por fazê-la abandonar as práticas elementares; depois, os deveres essenciais; e em seguida os principios; os sacramentos. o Decalogo, a Igreja; Jesus Christo, o proprio Deus. Dentro em poucos annos, a piedade da esposa afrouxará; a sua fé ir-se-ha apoucando e perturbando; apagarse-hão as recordações da educação que se esfarrapará. Um bello dia, a mulher vê-se no mesmo nível do homem.   E ei-los semelhantes um ao outro, sem praticas,sem crenças, sem esperança, como dois astros extinctos, dois anjos fulminados.
O homem que não tem religião arrisca-se muito a deschristianizar sua mulher.(La désorganisation de la famille, pag. 156)"

                                                                        



                                                                   




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